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Amanda Nunes assina contrato para o UFC 232, e Cris Cyborg quer luta no UFC 228

Amanda Nunes assina contrato para o UFC 232, e Cris Cyborg quer luta no UFC 228

Campeãs ficam num impasse para super luta. Dona do cinturão dos galos revela contrato para lutar no dia 29 de dezembro, em Las Vegas, e campeã peso-pena avisa que quer lutar em 8 de setembro

 

Por Combate.com, Rio de Janeiro

12/07/2018 12h33  Atualizado 12/07/2018 12h33

 

A super luta entre Cris Cyborg e Amanda Nunes está num impasse. Segundo as próprias lutadoras. Campeãs peso-pena e peso-galo do UFC, respectivamente, elas parecem não chegar a um acordo quanto à data da lua. Nas redes sociais nesta última quarta-feira, a Leoa publicou uma imagem onde assina um contrato para enfrentar Cyborg no dia 29 de dezembro, em Las Vegas, no UFC 232. Na legenda, ela avisa que está apenas esperando pela adversária. Cris Cyborg quer lutar no UFC 228, no dia 8 de setembro.

A discussão nas redes sociais começou com uma publicação de Cris Cyborg, que avisou ter aceitado enfrentar Amanda Nunes no dia 8 de setembro, em Dallas. Prontamente Nina Ansaroff, lutadora e companheira da Leoa, escreveu: “Pare com isso. Você sabe o que está acontecendo”. Foi aí que Amanda publicou em sua conta a imagem do contrato.

Como respostas à publicação de Amanda com o contrato, Cris Cyborg ironizou o número de pacotes pay per view vendidos no UFC 224, no Rio de Janeiro, quando Amanda enfrentou Raquel Pennington. Além disso, ironizou o tempo pedido por Amanda para a luta no final de dezembro.e- Você quer que eu espere nove meses para lutar contra alguém que vendeu apenas 85 mil PPVs na sua última luta?! Estou pronta para lutar agora! Você começou a me desafiar em janeiro!!!!! Se você quiser dezembro desocupe seu cinto peso-galo, então Ketlen Vieira recebe o que ela merece e eu posso lutar com outra pessoa, enquanto você está treinando no próximo ano para se preparar. E vai tratar sua sinusite também- escreveu a campeã peso-pena.

Cigano critica Lesnar ter chance por título contra Cormier: “Completamente injusto”

Cigano critica Lesnar ter chance por título contra Cormier: “Completamente injusto”

Por Ana Hissa, Rio de Janeiro

13/07/2018 08h00  Atualizado há 5 horas

Junior Cigano volta ao octógono neste sábado, na luta principal do UFC Boise, contra Blagoy Ivanov, depois de ter conseguido comprovar contaminação no suplemento e se livrado de suspensão longa em caso de doping. Mas o que parece ter tirado o brasileiro do sério recentemente é a escolha do Ultimate de fazer Brock Lesnar ser o próximo desafiante ao título dos pesos-pesados, que agora pertence a Daniel Cormier.

– É completamente injusto, mas a gente sabe que no UFC o ranking não funciona para nada, o que define o ranking é uma política meio estranha. Mas não é nada legal ver o Brock Lesnar ali furando fila, até porque ele não parou porque quis ou nada desse tipo, ele caiu no doping, uma coisa que ele sempre fez uso, dá para ver, é claro. Ele foi cortado pela USADA e agora está voltando como se fosse algo positivo, mas é o contrário. Foi bastante negativo, é um cara que não acrescenta nada nesse sentido. É um cara que trapaceia com esse negócio das drogas. O único benefício é que as pessoas gostam, de uma forma ou de outra, de assisti-lo, aquele cara enorme… Não deixa de ser perigoso porque ele é um cara grande. Não acho justo ele estar lutando pelo cinturão, mas isso não importa, se as pessoas querem ver, o UFC tem que fazer – afirmou, em videoconferência com jornalistas nesta quinta-feira.

Surpreso com o triunfo de Cormier sobre Miocic no sábado pasado, Cigano avaliou como positiva a mudança de dono do cinturão da categoria até 120kg.

– Avalio de uma forma boa, acho que ter novos desafios é muito importante, a categoria está vivendo um momento muito bom, trocou de campeão. Quando você se torna campeão você se torna um alvo, agora nós temos um alvo que é o Daniel Cormier. Acho que agora a categoria está com ótimos nomes e vai proporcionar bons shows. Me surpreendi muito, não esperava nunca que ele pudesse vencer a luta daquela forma, até poderia ser de outra forma, no grappling, que é a luta dele. Não achei que ele estava bem, achei que o Miocic estava vencendo, que ele estava muito pesado, para mim houve um erro muito grande do Miocic. Aceitou muito ali o jogo de grappling na curta, que seria a chance do Cormier. Ele pagou o preço. Qual o golpe que te nocauteia? Aquele que você não vê. Miocic não viu, não preparou o corpo para o golpe e caiu nocauteado. Foi um golpe bonito, mas totalmente diferente e que me surpreendeu muito.

Contra Ivanov, Cigano quer provar que ainda tem o boxe afiado e fez autocrítica com relação às falhas que mostrou em seus últimos combates.

Eu sempre foco no boxe, eu sou um atleta que tem o boxe como carro-chefe, eu acredito muito no meu boxe, nas minhas mãos. Se for só boxe, pode vir quem for (risos). O meu negócio é como o pessoal diz aqui: “Stand-up and bang” – ficar de pé e atirar as bombas. Pode esperar o melhor de mim, estou sedento por lutas e vitórias, estou vindo para vencer essa luta de forma eficaz, acho que as pessoas vão gostar. Tem que movimentar, acho que é uma força minha, a movimentação, mas estar pronto para atacar também, ser um pouco mais agressivo, aproveitar melhor as situações e colocar pressão, com a própria movimentação colocar mais pressão nos adversários. Acho que tenho pecado neste sentido – analisou, acrescentando que o problema de doping com a USADA o fez ter muitas dores de cabeça até ser absolvido.

– O episódio da USADA causou um pesadelo na minha vida, algo que eu nunca imaginei que passaria, uma situação muito complicada que me deixou muito, muito triste. Depois que começaram as investigações, eu sentei e não tinha o que fazer. Eu olhei para meu filho, para minha esposa, olhei para casa e pensei: “Que situação horrível, você ser acusado por algo que você não fez e você não poder fazer nada em relação a isso a não ser esperar”. De aprendizado em si, acho que temos que tomar o máximo de cuidado em relação a isso. Não sou contra a USADA, a USADA é uma necessidade para o nosso esporte, temos que ter um esporte limpo, mas espero que eles consigam formular uma estratégia para que seja um controle mais objetivo e não pegar inocentes – concluiu.

UFC Boise
14 de julho de 2018, em Idaho (EUA)
CARD PRINCIPAL (a partir de 23h, horário de Brasília):
Peso-pesado: Junior Cigano x Blagoy Ivanov
Peso-meio-médio: Sage Northcutt x Zak Ottow
Peso-pena: Dennis Bermudez x Rick Glenn
Peso-meio-médio: Randy Brown x Niko Price
Peso-pena: Myles Jury x Chad Mendes
Peso-galo: Cat Zingano x Marion Reneau
CARD PRELIMINAR (a partir de 19h15, horário de Brasília):
Peso-galo: Eddie Wineland x Alejandro Perez
Peso-pena: Darren Elkins x Alex Volkanovski
Peso-mosca: Justin Scoggins x Said Nurmagomedov
Peso-pena: Kurt Holobaugh x Raoni Barcelos
Peso-mosca: Liz Carmouche x Jennifer Maia
Peso-galo: Mark De La Rosa x Elias Garcia
Peso-palha: Jessica Aguilar x Jodie Esquibel

Brasil fecha 1° semestre em vantagem no UFC graças a eventos em Belém e Rio

Brasil fecha 1° semestre em vantagem no UFC graças a eventos em Belém e Rio

Primeira metade de 2018 no Ultimate termina com 35 vitórias brasileiras e 32 derrotas. Em lutas por título, duas defesas com sucesso de Amanda Nunes e Cyborg, e uma chance perdida com Dos Anjos

 

 

 

Por Adriano Albuquerque e Zeca Azevedo, Rio de Janeiro

05/07/2018 08h00  Atualizado 05/07/2018 08h00

 

primeiro semestre de 2018 chegou ao fim e nele foram realizados 18 eventos do Ultimate Fighting Championship. A companhia, naturalmente, realizou diversos UFC’s nos Estados Unidos, e ainda passou por Brasil, Austrália, Inglaterra, Chile e Cingapura. O Combate.com analisou alguns números para avaliar o desempenho dos lutadores brasileiros ao longo destes 18 eventos. O saldo no duelo com os estrangeiros foi positivo, com 35 vitórias dos brasileiros e 32 derrotas. Mas a explicação para a vantagem está num simples fato: os dois eventos realizados no país nos primeiros seis meses, primeiro em Belém e depois no Rio de Janeiro.

Num total de 22 lutas entre brasileiros e estrangeiros nos dois cards realizados no país, os donos da casa venceram 16 vezes, somando apenas seis derrotas. O destaque é ainda maior para o evento de Belém, no primeiro UFC no Norte do país, que terminou com nove vitórias brasileiras e apenas dois reveses.

 

Neste primeiro semestre do ano, os brasileiros comandaram cards em oito eventos, e o saldo foi positivo. Ronaldo Jacaré, Lyoto Machida, Cris Cyborg, Amanda Nunes e Marlon Moraes fecharam a noite em seus UFC’s com vitória, enquanto Fabricio Werdum, Edson Barboza e Demian Maia acabaram derrotados.

 

Nessas lutas principais citadas anteriormente, em duas delas o cinturão do UFC esteve em jogo, e mais uma vez as mulheres representaram o Brasil com vitórias. Primeiro, Cris Cyborg nocauteou a russa Yana Kunitskaya em março, no UFC 222, em Las Vegas, e manteve o cinturão peso-pena. Depois, Amanda Nunes defendeu seu título nos galos batendo Raquel Pennington no Rio de Janeiro, no UFC 224, vencendo por nocaute técnico. Quem não conseguiu conquistar o título foi Rafael dos Anjos, que perdeu por decisão unânime para Colby Covington em junho, no UFC 225, em Chicago. A luta valia o cinturão interino do peso-meio-médio.

Invicto, Tyler McGuire vence veterano Luis Sapo por decisão unânime no ONE FC

Invicto, Tyler McGuire vence veterano Luis Sapo por decisão unânime no ONE FC

Especialista na luta de chão, americano mantém o brasileiro sob controle em boa parte da luta em Kuala Lumpur, na Malásia, e chega à 11ª vitória em 11 lutas na carreira

 

Por Combate.com, Kuala Lumpur, Malásia

13/07/2018 12h17  Atualizado há 1 hora

 

Realizado nesta sexta-feira em Kuala Lumpur, na Malásia, o “ONE FC: Pursuit of Power” teve a presença do veterano brasileiro Luis Sapo no seu card principal. Com um dos maiores cartéis entre os brasileiros no MMA – soma 64 vitórias, agora 11 derrotas, um empate e uma luta sem resultado – o paraense teve pela frente o invicto americano Tyler McGuire, que havia vencido todas as suas dez lutas como profissional. Mostrando um bom jogo de chão e evitando a trocação do brasileiro, McGuire manteve a sua invencibilidade, derrotando Sapo por decisão unânime dos juízes após três rounds.

A luta começou com McGuire e Sapo trocando golpes no centro do cage. O americano encurtou a distância e derrubou o brasileiro, ficando por cima no chão. Sapo livrou-se da posição e tentou uma chave de perna reta, que foi defendida por McGuire. Após a luta voltar a ser disputada em pé, o brasileiro aplicou uma queda de judô, mas o americano girou no chão e desferiu duas joelhadas no corpo de Sapo antes de voltar a ficar por cima no chão. Na meia-guarda, McGuire golpeava o brasileiro a aplicava joelhadas na cabeça, o que é permitido pelas regras do ONE FC. Sapo se defendia, mas não conseguia agredir o rival, pela posição em que se encontrava. O brasileiro conseguiu raspar o americano e voltar a lutar de pé nos segundos finais, mas não conectou nenhum dos golpes que tentou até o intervalo.

 

O segundo round começou com McGuire buscando os chutes altos rodados, preparando o terreno para tentar levar a luta para o chão. Mostrando confiança, o americano ensaiou caminhar pela grade para executar um chute alto, ao estilo Anthony Pettis. O brasileiro mantinha a concentração, e após tentar uma cotovelada dupla giratória, derrubou o americano. McGuire conseguiu inverter a posição e montou em Sapo. O brasileiro deu as costas ao rival, que aplicava golpes seguidos buscando abrir o bloqueio de Sapo para tentar o estrangulamento. A 40s do intervalo, o brasileiro explodiu e conseguiu tirar McGuire das suas costas para tentar novamente uma chave de perna. Mas o americano livrou-se da posição e voltou a pressioná-lo na guarda, ficando por cima no chão até o fim do round.

No terceiro e último round, logo nos primeiros segundos, os dois lutadores trocaram chutes baixos, e Sapo acertou a região genital de McGuire, que teve alguns segundos para se recuperar antes de voltar ao combate. Ambos tentaram chutes altos, mas o americano acidentalmente acertou o dedo no olho do brasileiro, que precisou ser examinado pelo médico do evento. De volta à luta, Sapo manteve a estratégia de aplicar chutes, mas McGuire aproveitou a primeira chance que teve para derrubá-lo e levar a luta para o chão novamente. Aproveitando o cansaço do brasileiro, o americano ficou na posição de 100kg até a marca de um minuto para o fim. Sapo explodiu novamente e desvencilhou-se de McGuire, voltando a lutar em pé e buscando a trocação para tentar o nocaute. McGuire controlou a distância e evitou o contato com o brasileiro até o fim, garantindo a vitória por pontos.